A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina.
Clarice Lispector.
Midnight in Paris.



Eu estou só. O gato está só. As árvores estão sós. Mas não o só da solidão: o só da solistência.
João Guimarães Rosa.
Tem certeza que é tristeza?
Talvez seja apenas um silêncio, uma pausa.